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Com recessão na Europa, Bombardier aposta em ferrovias na AL
Montreal – A Bombardier Inc. está considerando fazer um lance para projetos de trens de passageiros no México e em outros lugares da América Latina no intuito de diversificar seus negócios ferroviários fora da Europa, que continua estagnada na recessão.

A Bombardier, com sede em Montreal, também está “procurando ativamente projetos” em países como Chile, Peru, Colômbia e Panamá, disse Nolasco, que se recusou a dar mais detalhes.

A Bombardier já constrói vagões para trens de passageiros no México, que se tornou atraente para a indústria de equipamentos ferroviários depois que o presidente mexicano Enrique Peña Nieto propôs reativar o sistema ferroviário interurbano de passageiros, eliminado na década de 1990.

As vendas no país poderiam ajudar a companhia a depender menos do mercado europeu, que contribuiu com 63 por cento da receita gerada no ramo em 2012, um total de US$ 8,1 bilhões.

A planta ferroviária da Bombardier em Ciudad Sahagún, cerca de 90 quilômetros ao nordeste da Cidade do México, emprega quase 2000 pessoas.

Fabrica locomotivas, vagões de passageiros para trens urbanos e interurbanos e vagões de alta velocidade, incluindo mais de mil unidades do seu modelo R142, usado no metrô de Nova York. Bombardier liderou um grupo que ganhou um contrato por US$ 1,44 bilhão para construir um monotrilho em São Paulo.

O México planeja investimentos por aproximadamente 100 bilhões de pesos (US$ 7,66 bilhões) para trens de passageiros, segundo funcionários do governo. Os detalhes desses investimentos podem ser divulgados quando Peña Nieto apresentar o programa nacional de infraestrutura para seu mandado de seis anos, que será anunciado proximamente, segundo disse o presidente em 20 de junho.

Crescimento na América

Aumentar as vendas na América pode significar um grande impulso para a Bombardier, terceira maior fabricante de equipamentos ferroviários do mundo segundo vendas, conforme um estudo do instituto de pesquisa Xerfi Global, com sede em Paris, publicado em fevereiro de 2013.

A recessão na Europa, que já dura 18 meses, diminuiu os negócios ferroviários da companhia para 49 por cento do seu total no ano passado; em 2010 ainda era de 52 por cento, segundo dados compilados pela Bloomberg. Os jatos regionais, aviões corporativos e turbopropulsores formam o restante.

No ano passado, a Bombardier estimava que tinha construído por volta de 65 por cento dos vagões de passageiros da capital mexicana e três quartos do sistema de trânsito urbano de Monterrey na planta da Cidade Sahagún. Isso poderia ajudar a companhia a ganhar contratos no México, disse David Tyerman, analista na Canaccord Genuity Inc. de Toronto, que visitou a planta há dois anos.

“Poderia deixá-los em boa posição para ganhar negócios”, disse Tyerman, que considera a Bombardier um investimento confiável, em entrevista pelo telefone. “A planta mexicana é muito grande e sua capacidade é imensa”.

Os rivais estão rondando

Os concorrentes também estão se preparando. A Siemens AG está esperando obter detalhes dos projetos ferroviários mexicanos, disse Markus Mildner, vice-presidente executivo da companhia com sede em Munique para infraestrutura e cidades no México e na América Central.

A Alstom SA “participará das próximas licitações” para obras ferroviárias no México, disse a porta-voz Isabelle Tourancheau por e-mail, e acrescentou, sem dar mais detalhes, que a companhia francesa pode trabalhar com parceiros locais e internacionais dependendo do projeto.

A Bombardier está “muito feliz de ver que o sistema ferroviário de passageiros do México está revivendo. São grandes notícias, não só para a Bombardier, mas para o país”, disse Nolasco. “O México precisa muito disso”.

Fonte: http://exame.abril.com.br
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